Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Pesquisa’

Sonho brasileiro

Recentemente foi divulgado um estudo realizado pela Box 1824 sobre o SONHO BRASILEIRO. Eles estudaram as perspectivas atuais e futuras dos atuais jovens de hoje entre 18 e 24. Em relação a política, percebe-se uma descrença no atual sistema. Eles se sentem cada vez menos representados pelo sistema político institucional.

É interessante ver alguns dados do estudo como:
59% dos jovens brasileiros afirmam não ter nenhum partido político de preferência
83% dos jovens brasileiros concordam com a afirmação que poder político concentrado nas mãos de poucas pessoas é o grande problema do Brasil.

O vídeo abaixo ilustra algumas perguntas que nortearam o projeto:

Read Full Post »

Mulher heroína é coisa antiga

Folheando algumas revistas femininas na banca de jornal percebi recentemente que o mercado editorial tem sofrido algumas mudanças bastante significativas. Novas publicações, que vão além da “Amélia moderninha” ou da “mulher Unilever multitarefa”, estão sendo lançadas, como é o caso de Lola, pela Abril, ou pela modernização da Claudia e TPM. De alguma forma, acho que isso é o começo do fim das “mulheres heroínas”.

Então quando Lola traz a seguinte assinatura: “Você não precisa. Você quer”, a mensagem é clara. A mulher ainda é multitarefa, ainda se sente um pouco cobrada por cuidar da casa, vencer no mercado de trabalho, ser bonita. Mas não há mais a pressão para ser a “mulher maravilha”. Ela pode escolher, talvez com mais tranqüilidade do que em outros tempos, o que vai querer ser, em qual área vai se dedicar melhor.

Outro ponto interessante foi levantado pela historiadora Mary Del Priore, em uma entrevista na revista Istoé, que indica que os custos das revoluções feministas do último século foram altíssimos. Se ao mesmo tempo ela ganhou mais liberdade, por outro teve que passar por um período de auto-afirmação muito forte, no qual teve de provar que poderia ser uma mãe e dona de casa incrível e uma boa profissional ao mesmo tempo. “Não queremos mais ser pressionadas a fazer tudo. Vivemos agora uma ressaca desse movimento. E queremos uma configuração diferente”, diz a historiadora.

Saiu há pouco tempo uma matéria na Folha de São Paulo que indicava que 14% das mulheres brasileiras (de todas as classes) não pretendiam ter filhos, segundo pesquisa do IBGE. Pois é, algumas delas não querem ser mãe, o que há trinta anos era um dos poucos caminhos possíveis para a mulher se inserir na sociedade.

O esquema abaixo, que saiu na matéria da Folha, ilustra bem a evolução desta mulher:



É claro que ainda é um movimento relativamente pequeno. Para uma Lola ou TPM, ainda existem publicações que falam de uma mulher extremamente erotizada, a das dietas infalíveis ou de casa-comida-roupa-lavada. E não vejo nada de errado nisso, apesar de não concordar com a visão dessas revistas. Afinal, a mulher é complexa, tem muitas facetas e cada capa de revista pode mostrar uma delas, pode ser um momento que ela escolheu ser e viver. É tudo junto e misturado. Mais do que multitarefa, a mulher está se tornando multi-interesse.
CHMKT

Read Full Post »

Moda deve movimentar R$ 136 bilhões em 2011

De acordo com o Pyxis, ferramenta de potencial de mercado do IBOPE Inteligência, o brasileiro deve gastar no ano cerca de R$ 700, em média, no varejo de vestuário, calçados e acessórios.

A São Paulo Fashion Week terminou nesta semana mas os negócios no segmento da moda estão apenas começando. De acordo com as estimativas do Pyxis, ferramenta de dimensionamento do mercado de coonsumo do IBOPE Inteligência, o varejo de moda deverá movimentar este ano aproximadamente R$ 136 bilhões.

Anualmente, o Pyxis gera estimativas de potencial de consumo para o varejo em 50 diferentes grupos de produtos. A estimativa de consumo para o varejo de moda inclui artigos como vestuário, calçados e acessórios.

De acordo com o estudo, o segmento de vestuário feminino, masculino e infantil movimentará em 2011 cerca de R$ 95 bilhões, representando um consumo per capita de R$ 492 ao ano.

Já no segmento de calçados e acessórios (incluindo bolsas, malas e outros), o potencial de consumo projetado para o ano é de R$ 40,6 bilhões em todo o Brasil. O consumo per capita dessa categoria é estimado em R$ 210.

Somadas, as duas categorias da moda movimentarão no ano R$ 135,6 milhões, representando um gasto de R$ 702 por pessoa.

Potencial de consumo por classe

A classe B deverá ser responsável pela maior parcela deste consumo: R$ 56,3 bilhões (42% do consumo total de moda). De acordo com o Critério Brasil, a classe B representa atualmente 24% das famílias que residem na área urbana e apresentam renda média familiar aproximada entre R$ 3.000 e R$ 12.000.

Embora a classe C tenha chegado muito perto da B em volume de consumo, ela ainda não conseguiu superá-la e deve representar aproximadamente 39% do potencial total do consumo de moda este ano (R$ 52,3 bilhões). Ela corresponde a 50% das famílias que residem em área urbana e têm renda mensal aproximada entre R$ 700 e R$ 2.999.

Correspondendo a um dos segmentos mais desejados pelo varejo de moda, a classe A deverá gastar em 2011 R$ 18,1 bilhões com roupas, calçados e acessórios. Este grupo representa apenas 2,5% das famílias brasileiras (população urbana) e tem renda média mensal superior a R$ 12.000.

As classes DE compõem o menor grupo de consumo para varejo de moda. O volume deste grupo neste ano deverá ficar em torno de R$ 8,8 bilhões e, provavelmente, parte deste será absorvido pelo comércio informal. As classes DE representam 24% das famílias residentes em áreas urbana e têm renda média mensal inferior a R$ 700.

Classe Número de domicílios em área urbana % Domicílios Potencial de consumo para varejo de moda – 2011 % Potencial de consumo
A 1.269.475 2,5% R$ 18,1 bilhões 13,3%
B 11.800.129 23,5% R$ 56,3 bilhões 41,5%
C 25.275.888 50,4% R$ 52,4 bilhões 38,6%
DE 11.853.982 23,6% R$ 8,8 bilhões 6,5%
Total 50.199.474 100,00% R$ 135,6 bilhões 100,00%

Potencial de consumo por região

Geograficamente, o maior do potencial de consumo estimado para o varejo de moda está concentrado na região Sudeste: 54% do volume total do mercado deverá ser comercializado nesta região. O Estado de São Paulo sozinho representa 31% do potencial total.

As regiões Sul e Nordeste dividem o segundo lugar, cada uma delas com aproximadamente 16% do mercado total. O que muda na comparação entre os dois mercados, no entanto, é o consumo per capita que é muito maior na região Sul.

Região Potencial de consumo para varejo de moda – 2011 % Potencial de consumo Consumo per capita
Norote R$ 7,7 bilhões 5,6% R$ 472
Nordeste R$ 21,7 bilhões 16,0% R$ 404
Sudeste R$ 73,0 bilhões 53,9% R$ 899
Sul R$ 22,1 bilhões 16,3% R$ 799
Centro oeste R$ 11,1 bilhões 8,2% R$ 775
Total R$ 135,6 bilhões 100,00% R$ 702

Sobre o Pyxis

O Pyxis é uma base de dados que apresenta o potencial de consumo (demanda) por família ou grupo de produtos de todos os municípios brasileiros. Esta base permite ao usuário identificar diferenças entre os 16 setores disponibilizados, as quatro classes sócio-econômicas (A, B, C, D/E) e os 50 grupos de produtos.

IBOPE Inteligência

Read Full Post »

Redes Sociais no Brasil

Você tem ideia da abrangência das redes sociais no Brasil? Para se atualizar no assunto, a dica é dar uma olhada na pesquisa que o instituto Ibope Nielsen divulgou há poucos dias. Por meio de diversos dados a pesquisa traça os comportamentos e preferências dos brasileiros nas redes. O blog midiassociais.net também aponta que o estudo vai além do comum ao mostrar o perfil tecnográfico social (invenção da Forrester Research), que agrupa pessoas com base nas atividades das quais elas participam. Entre os dados, frases instigantes como esta aqui: “A revolução não acontece quando a sociedade adota novas ferramentas. Acontece quando a sociedade adota novos comportamentos.” (Clay Shirky)

Fonte: Escola de Criação

Read Full Post »

Todos nós queremos ser jovens

We All Want to Be Young (leg) from box1824 on Vimeo.

O filme ‘We All Want to Be Young’ é o resultado de diversos estudos realizados pela BOX1824 nos últimos 5 anos. A BOX1824 é uma empresa de pesquisa especializada em tendências de comportamento e consumo.

Este filme possui licença aberta pelo Creative Commons.

Roteiro e direção: Lena Maciel, Lucas Liedke e Rony Rodrigues.

Agradecimento:
Zeppelin Filmes

Vimeo

Read Full Post »

Pessoas que se sentem excluídas de seus grupos sociais podem fazer um grande esforço para serem aceitas, até mesmo gastar dinheiro de forma excessiva e desenvolvendo hábitos excêntricos ou se envolvendo com o consumo de drogas. Essas são as conclusões de um artigo publicado no periódico Journal of Consumer Research.

“A exclusão social força, de certa forma, algumas pessoas a usarem o dinheiro e o consumo como uma forma de ‘afiliação’ a um determinado grupo”, diz Nicole Mead, pesquisadora da Universidade de Tilburg, na Holanda, que desenvolveu o estudo com outros pesquisadores de diversas universidades.

De acordo com os pesquisadores, essas pessoas que se sentem excluídas de determinados grupos sociais – o que é comum quando uma pessoa muda de cidade ou Estado – procuram pistas de como se encaixar novamente em um novo grupo. Elas então usam o consumo de forma estratégica para articular símbolos e criar novos laços sociais e relacionamentos.

Para chegar a essas conclusões os autores criaram “jogos de laboratório”, em que grupos de desconhecidos se reuniam. Alguns participantes eram induzidos a criar uma separação e isolar determinados indivíduos. As “reuniões” ocorriam durante vários dias, e notou-se que alguns indivíduos mudavam seu padrão de comportamento e de roupas, por exemplo. Em outro experimento os participantes formavam duplas, mas um dos indivíduos deixava de participar do experimento repentinamente, deixando a outra pessoa sozinha. Os padrões de consumo dessas pessoas, nos momentos após essa “rejeição”, também se alteravam.

Dois exemplos desse tipo de consumo podem ser vistos em um dos participantes, que para agradar a um grupo formado basicamente por orientais, se dispôs a pagar uma soma muito alta de dinheiro por uma determinada refeição (e cujo preço foi inflacionado pelos pesquisadores).

Em outro exemplo, um indivíduo, que antes do experimento afirmava nunca ter experimentado nenhum tipo de droga, após um tempo de isolamento social chegou a propor aos outros participantes que eles se envolvessem no consumo de cocaína.

Todos esses padrões de consumo (inclusive de artigos ilícitos) eram a forma que esses indivíduos isolados conseguiam barganhar a sua presença e aceitação entre os grupos sociais determinados nos estudos. E isso ocorre mesmo que os indivíduos isolados tenham de se engajar em atividades perigosas ou que não sejam parte de seu rol de preferências, finalizam os pesquisadores.

UOL com informações do University of Chicago Press Journals

Read Full Post »

A nova classe média

Protagonista das mudanças socioeconômicas pela qual tem passado o Brasil nos últimos anos, a nova classe média passou a englobar mais da metade da população pela primeira vez neste ano. De modo geral, essas pessoas são racionais, consumistas e personalistas, além de darem enorme importância à boa aparência. As informações fazem parte da pesquisa “Classe C Urbana do Brasil: Somos iguais, Somos Diferentes”, realizada pelo Ibope e divulgada nesta terça-feira. O levantamento abrangeu nove regiões metropolitanas do país, além de cidades interioranas das regiões Sul e Sudeste.

A classe C foi dividida em quatro segmentos, de modo permitir uma orientação melhor das empresas em seus planos para conquistar esse público. A sondagem considerou 200 características pessoais para dividir o grupo entre racionais, consumistas, personalistas e conformistas.

  • Os racionais, mais planejadores, representam 31% da nova classe média. Esse segmento busca descontos e cuida de si.
  • os consumistas, que somam 29% do total, são majoritariamente mulheres e relacionam o consumo à auto-estima, com tendência a serem impulsivas em suas compras.
  • os personalistas são, em sua maioria, jovens e não gostam de tradições. Somam 21%.
  • Por fim, os conformistas, majoritariamente homens, não dão importância à aparência.

De acordo com o Ibope, os três primeiros segmentos (racionais, consumistas e personalistas) são o novo retrato da classe média brasileira, na qual a boa aparência assume papel prioritário. A sondagem mostra que, quando se trata de cuidados pessoais, 75% das pessoas preferem pagar mais caro por produtos de higiene de qualidade. Entre os produtos de higiene pessoal com maior potencial de crescimento dentro do segmento, segundo a pesquisa, estão o protetores solares e enxaguantes bucais.

O levantamento foi feito com base nas informações do Target Group Index – estudo do IBOPE Mídia que analisa mais de 200 categorias de produtos junto a uma amostra de cerca de 20 mil indivíduos entre 12 a 64 anos, nas principais regiões metropolitanas do Brasil, o que representa quase metade da população dentro da faixa etária pesquisada e 66% do índice de potencial de consumo – IPC/Pyxis IBOPE Inteligência.

O estudo destaca a ascensão da classe C, seus hábitos de consumo e o comportamento desse segmento tão expressivo, além de mostrar como o mercado precisa se adaptar para atender à demanda dessa população.

Perfil da nova classe média
Chamada de “nova classe média” no estudo, a classe C passou a englobar mais da metade dos brasileiros pela primeira vez este ano. São 32 milhões de pessoas com idade entre 12 e 64 anos, nas principais regiões metropolitanas de todo o Brasil, sendo 20% na classe C1 e 30% na classe C2. Essa migração em massa alterou o rumo da divisão historicamente desigual do bolo no Brasil e proporcionou o surgimento de um grupo com características socioculturais próprias.

A nova classe C é predominantemente jovem, composta em sua maioria por afrodescendentes. Em Salvador, por exemplo, 41% das pessoas que fazem parte dessa faixa da população são negros e, em Brasília, 22%.
A população de classe C tem menos problemas com o peso, em comparação com os mais ricos, decorrência direta de menos excessos na alimentação, somado a mais mobilidade física rotineira. Apenas 27% da classe C1 estão acima do peso, contra 31% da AB1.

“O homem dessa categoria tende a viver menos e as mulheres exercem mais responsabilidade sobre a família, têm mais autonomia socioeconômica e, consequentemente, de consumo”, diz Dora Câmara, diretora comercial do IBOPE Mídia e responsável pela pesquisa.

Otimismo econômico
Do ponto de vista econômico, a classe C está mais otimista. Em 2005, 40% declararam estar melhor do que no ano anterior. Já em 2009, este percentual subiu para 50%. Em relação às perspectivas futuras, o percentual de otimismo também aumentou: em 2005, 74% estavam otimistas com o próximo ano e, em 2009, este percentual foi a 84%.

A pesquisa revela que 19% das pessoas de classe C planejam comprar imóvel nos próximos meses e 9,5 milhões pretendem adquirir um automóvel nos próximos 12 meses (novo ou usado). “A demanda reprimida (vontade de comprar) é altíssima nessa categoria social, capaz de fazer crescer consistentemente a indústria automobilística por um bom tempo”, completa Dora Câmara.

Entre as áreas com grande potencial de crescimento, destaque para a baixa proporção da população de classe C que fala mais de um idioma (apenas 23%) e para os investimentos em aparência e cuidados pessoais, prioritários, sobretudo, para as mulheres e os jovens (64% responderam que é muito importante manter-se jovem).

A classe C prefere fazer compras em lojas de ruas, ou seja, centros comerciais abertos, e um grupo grande de consumidores acredita na propaganda e nas marcas de modo irrestrito.
PropagandaRS e Veja

Read Full Post »

Older Posts »